CSI:Estágio de Risco

Mais um da lista de gibis que eu comprei depois de voltar da Austrália. Esta adaptação com estilo mangá, traz uma nova perspectiva à famosa série CSI original, estabelecida em Las Vegas.

Somos apresentados a um grupo de estagiários que são contratados para o famoso departamento de perícia de Las Vegas. Eles vão ajudar a inverstigar um assassinato bem particular: um dos próprios candidatos ao estágio foi encontrado morto, pouco antes deles terem sido contratados.

É uam história boa de maneira geral, e o traço é bom, apesar de alguns personagens, como Sara e Nick ficarem um pouco diferentes do que eu esperava. Outro problema é a existência de alguns possíveis furos no enredo, que quebram um pouco o ritmo da história. De forma geral, uma boa história de detetive.

Metropolis por Osamu Tezuka

Para tentar diminuir a gigantesca fila de gibis que estava se formando em casa, eu decidi ler só quadrinhos por enquanto, até que fique de um tamanho menor. Isso por outro lado, só faz aumentar a fila de livros para ler, mas isso é um problema para outra hora.

Um dos primeiros dessa lista, em nenhuma ordem particular é Metropolis do genial Tezuka, que é na verdade muito diferente do que eu esperava, já que pensava que seguia bastante o enredo do anime de 2001.

Na história do mangá, Duque Red, líder da organização criminosa conhecida como Partido Red, encomenda ao professor Charles Lawton que crie um ser feito somente de células sintéticas, com a mais alta tecnologia, fazendo assim com que fosse incrivelmente poderoso e sob as ordens dele. Lawton acaba criando este ser, mas não quer entregar ele ao vilão, e resolve criá-lo como seu próprio filho, chamando-o de Michi.

É interessante como aqui, a história não é tão coesa como no anime, e se gaste muito mais tempo ao redor de Michi, e sua busca por uma identidade própria e se ele deveria se considerar humano ou robô. Um outro tema forte, que aparece enunciado no início e no fim da história é a questão do progresso tecnológico exagerado e sem controle, que poderia trazer a destruição da própria humanidade. Após ler o mangá, é realmente muito fácil acreditar na famosa frase de Tezuka que diz que a única coisa que ele viu do do filme de Fritz Lang foi o cartaz. Isso não o impediu de criar um mundo fabuloso e uma história muito interessante.

Uma Modesta Proposta e outros contos satíricos por Jonathan Swift

Eu ganhei esse livro de Natal em 2009 da minha mãe. Já conhecia o conto que dá título ao livro, mas nunca tinha lido nada do Swift. Aliás, não sabia que foi ele quem escreveu A Viagem de Gulliver, muito menos que não deveria ser considerado um livro de fantasia. Depois de tanto tempo acumulando poeira na estante, resolvi fazer uma limpa na minha lista de coisas a ler, ainda mais agora que ingressei nessa gincana de leitura.

Escritor satírico do século XVIII, com humor ácido e completamente contra os intelectualóides e pseudo-cientistas da época, Swift faz uso de ensaois fictícios para mostrar os problemas da Irlanda e do Reino Unido da Época. Uma de suas sátiras mais famosas, por exemplo, Uma Modesta Proposta, sugeria eliminar a fome e a pobreza de uma vez só: crianças de famílias pobres que não tem condições de se sustentar, ao completarem um ano de vida, seriam vendidas para as pessoas mais ricas e sofisticadas da sociedade, para servirem de alimento raro. Para dar verosimilhança ao seu ensaio, Swift entra em detalhes de como essa pode ser uma operação lucrativa para o Reino. O livro também traz contos de Swift sobre a alma, a própria forma dos ensaios e astrologia.

Nation por Terry Pratchett

Eu sempre leio tudo do Terry Pratchett que eu encontro e esse foi um desses casos. Na verdade, eu vi pela primeira vez na Amazon e fiquei bem curioso já que esse é o primeiro título que não é relacionado com Discworld em anos.

Nation conta a história de um mundo muito parecido com o nosso, lá pelo fim do século 19, que enfrenta um grande cataclisma, pensado por muitos como o fim do mundo. Por causa disso, Na longa lista de sucessão ao trono do império britânico, chegamos ao número 138 que está se dirigindo para Port Mercia, ponto seguro das intempéries. Numa embarcação separada, está a filha dele, com o mesmo destino, porém vítimas de um motim e de um castigo maior da tempestade, eles naufragam numa ilha não identificada. Ao mesmo tempo, o jovem Mau, jovem da grande Nação das lihas pelágicas que está pronto para terminar seu ritual de passagem e ganhar as tatuagens de um adulto, podendo somente assim, trocar sua alma de criança por uma alma de homem. Infelizmente, um onda gigante destrói boa parte da ilha onde se encontra a Nação, deixando apenas Mau, que estava em uma ilha menor fazendo sua provação, como sobrevivente de sua tribo. Assim, é formado um casal um tanto quanto excêntrico, que além das barreiras linguísticas e culturais para conviverem, terão que descobrir o que  fazer com os outros sobreviventes que aparecem lá procurando por respostas e abrigo.

Apesar de não ter o ritmo habitual das histórias de Discworld, tem algo muito interessante no personagem de Mau, que por não ter terminado o ritual de passagem, não recebeu a alma de homem, e portanto começa a questionar o papel dos deuses na ilha e no desastre que aconteceu. Pratchett cria novamente com maestria um mundo parecido com o nosso o suficiente para nos identificarmos com ele, mas mostrando ao mesmo tempo como ele pode ser irracional e arbitrário para alguém de fora.

Cebola Jovem

Cebola JovemSó depois de comprar que eu vi que esse volume não um número normal da Turma da Mônica Jovem. Maurício de Souza nunca escondeu seu objetivo de fazer um negócio lucrativo dos quadrinhos da Turma e talvez por isso tenha sido um dos únicos escritores de quadrinho nacional há tanto tempo na ativa, se não for o único. Por outro lado, temos de vez em quando, tentativas mal-sucedidas de vender mais um produto, para aumentar o portfolio oferecido. Este, na minha opinião, é um desses casos. Veja bem, não é um produto ruim: a qualidade gráfica continua excelente, a história é boa, é sempre divertido ver todo mundo em páginas coloridas. Mas, falta alguma coisa. A história é demasiada simples, e com os clichês de quem não parece querer se esforçar como faz nas histórias da TMJ. Outra coisa que incomoda bastante é o tamanho irregular, que não cabe direito em lugar nenhum, e nunca conseguia colocar direito na mochila. Sem falar que eu não vi o propósito de colocar o lorde coelhão ali. Para que? Ele não acrscenta nada ao enredo. E a bonitinha rebelde genérica que na verdade é malvada ajuda menos ainda. Espero que tenha sido um volume comemorativo, e não algo que possa tirar atenção e foco do trabalho tão bom que tem sido feito nas histórias da Turma Jovem.

Pluto

PlutoEssa série foi uma recomendação de um amigo meu e é realmente um achado. Naoki Urasawa, criador de Monster, excelente em obras de suspense, resolveu fazer uma releitura de Astro Boy, um dos mangás mais conhecidos do mundo, escrito pelo pai dos quadrinhos japoneses, Osamu Tesuka.
O resultado é tão bom quanto se espera, revisitamos os personagens da infância, mas dessa vez com uma roupagem mais realista, com uma trama que vai sendo desvendada aos poucos.
Curiosamente, os personagens que se esperam que sejam os protagonistas, Atom e Uran, aparecem razoavelmente pouco na série. O protagonista é Gesicht, robô da Europol, responsável por investigar uma série de ataques a robôs e seres humanos. Não pense no entanto que isto é uma falha da série, ou um motivo para não ler, já que Atom só aparece a partir do segundo volume. Esta talvez seja uma das forças de Urasawa: criar personagens únicos e fazê-los conversar genuina e espontaneamente com os personagens originais de Tezuka, como se tivessem escrito em conjunto.
Esta é uma série obrigatória para qualquer fã de um bom policial ou quem quer ver Atom sob nova luz, mas não menos afetuosa que a original de seu criador.

Dead to the World por Charlaine Harris

quarto livro da sérieEu normalmente não leio dois livros da mesma série em sequência, para variar um pouco os estilos, mas como foi a Lu que me deu esse livro, eu resolvi lê-lo logo após Club Dead.

Quarto livro da série, neste volume, temos a primeira aparição de bruxas e fadas na mitologia de Harris. Uma bruxa chamada Hallow queria comprar o bar de Erick, que aparentemente é um ótimo ponto turístico para os supes (seres sobrenaturais em geral) e ela queria o dinheiro proveniente do local para ela. Infelizmente acontece um mal-entendido durante a negocioção nem tão amigável assim e Erick é transportado para uma ruela de Bon Temps no meio da noite completamente desmemoriado. Felizmente, sookie o encontra no caminho de volta do seu trabalho. Ela, que fez sua promessa de ano-novo de não se envolver mais nesses assuntos para evitar de ser atacada por forças muito maiores do que ela, acaba acolhendo o vampiro e descobrindo que sua personalidade está bem diferente e muito mais atraente agora que ele não se lembra de sua arrogância e prepotência habitual. Para melhorar as coisas, Jason, seu irmão, some sem deixar muitos vestígios e ela não sabe se isso é obra da bruxa, da shifter que ele estava saindo ou alguma terceira coisa completamente diferente. Adicione a isso o triângulo entre ela, o recém-chegado de viagem Bill e o lobisomem Alcides, que ainda não sabe se gosta dela ou não, e você entenderá porque Sookie não é tão fã em entrar nesse mundo paralelo ao seu.