Turma da Mônica Jovem

Turma da Monica Jovem Eu cresci lendo os gibis da Turma da Mônica, e acho inclusive que foi uma das primeiras histórias em quadrinhos que eu li, se não foi a primeira, mas nunca dei muita bola para isso. Recentemente, o Maurício de Souza resolveu lançar uma versão mangá da sua turma, com eles já adolescentes, para tentar recuperar o público que estava fugindo para os quadrinhos japoneses. Junto com isso, veio várias matérias mostrando todo o percurso do gibi e o inacreditável reconhecimento internacional que o autor tem. Eu realmente fiquei impressionado, alicerces dos quadrinhos como Will Eisner e Milo Manara mandando parabéns pelo sucesso da HQ ao longo dos anos. Só nesse momento que eu realmente percebi o quão trabalhoso deve ter sido manter esses personagens por tantos anos, mantendo a consistência dos personagens, sempre próximo da realidade e cultura brasileira e sempre tentando se adaptar com os novos tempos e novos acontecimentos.

Essa nova roupagem da turma permite que a HQ aborde temas mais crescidos, como romances, juntar dinheiro para sair à noite, e todos os outros problemas da faixa dos 16 anos. Um medo meu quando vi as primeiras imagens é que eles estariam descaracterizados, já que todos parecem magros e esbeltos, até a mônica e a magali. Mas de bobo Souza não tem nada, cada personagem tem um motivo para a aparência atual, como a própria magali que fez um regime e agora só come comidas saudáveis e tenta segurar os impulsos de comer guloseimas. Aliás, cada personagem recebeu uma evolução da personalidade mais simples que tinham no gibi original dando possibilidade a uma paleta de emoções e ações muito maior. Outra coisa que eu acho que está muito bem feita é a forma como eles falam, completamente atualizada com os dias de hoje, como o Cascão falando “véi” ou a magali falando “Tô bege”.

Além de todo esse grande trabalho de fazer a turma crescer, existe a adaptação para o estilo mangá, feito de forma excepcional, com todos as marcas características como os personagens em forma chibi ou os sinais gráficos para denotar as emoções. Além disso, temos as várias referências aos mangás e estilos mais famosos, como o super sentai, ou nos últimos dois números, uma ótima homenagem a Death Note.

Por todos os ângulos, é mais uma obra muito bem feita do Maurício de Souza, que serve tanto para recrutar novos leitores, como matar a saudade dos saudosos que cresceram com a mônica e o cebolinha e querem ver o que fariam agora que estão mais velhos.

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