Kick-Ass

Kick-AssEu tinha ouvido falar dessa história há algum tempo atrás, pela Comix, ou algum outro site do gênero, mas por algum motivo, esqueci do assunto. Só fui lembrar dele quando vi o trailer da adaptação para o cinema, quando fui assistir o fabuloso The Wolfman.

A premissa é bem simples e bem poderosa: quem nunca pensou em ser um super-herói? Ou mais importante ainda, porque ninguém nunca tentou ser um super-herói no mundo real? Com essas duas perguntas em mente, Mark Millar nos traz a excepcional histoŕia de David Lizewski um garoto de 16 anos que pretende achar uma resposta para essas perguntas de uma forma ou de outra. Assim surge Kick-Ass, o super-herói sem poderes e sem a fortuna da família Wayne ou Stark. E ele não será o único, outros aparecerão, talvez até com alguma experiência ou uma origem melhor do que “eu não tinha nada melhor para fazer”. Para mostrar que esse é um universo muito mais próximo do nosso, não só nunca houve contato com alienígenas, meteoros misteriosos ou certos artrópodes radioativos dando sopa. Segundo, os personagens discutem os quadrinhos que nós lemos, como porque o Galactus ficou melhor como uma nuvem de poeira no filme do FF e porque os x-men de Joss Whedon são simplesmente Awe…wait for it…and then some. Outro ponto para mostrar que as coisas são de verdade, é que não tem nenhuma censura. Nenhuma. Quando Zé Pequeno apareceu no cinema, ele não disse “Dadinho o &$#@!”. Por isso, toda a violência, sangue, tripas e palavrões estão lá. Essa talvez seja uma das histórias de super-herói mais violentas, perdendo apenas para Garth Enis e Frank Miller. Para não sobrar nenhuma outra dúvida de que isso é uma obra-prima, o desenho é do lendário John Romita Jr. Dando uma sensação perfeita de Silver Age encontra Image Comics. Muito da da credibilidade desse universo é dado pelo traço de Romita. Talvez a única coisa que se possa reclamar é a dispensável introdução de Rob-nunca-tive-aula-de-desenho-ou-anatomia-Liefield, mas isso só se você realmente sente a necessidade de reclamar de alguma coisa.


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Um pensamento sobre “Kick-Ass

  1. Hmmm… Não sei. Parece violento demais para mim, além de repleto de referências estranhas à minha pessoa (não leitora de gibis no geral).

    Acho que tem que gostar do gênero, né?

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